Costa: “O pedido de Moscovo partilha a guerra dos EUA”
“Obviamente, não podemos, mas podemos ficar preocupados quando ouvirmos os comentários de Moscovo sobre este plano. Porque quando Moscovo diz que partilha amplamente a visão dos Estados Unidos da América para a Europa, devemos adiar.” Estas foram as palavras do Presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, num discurso proferido na conferência anual do Instituto Jacobi Delors, em Paris. “E, de facto, quando lemos atentamente as páginas da Ucrânia, compreendemos bem porque é que Moscovo partilhava esta visão. Porque o objectivo deste plano não é a paz, certamente não é uma paz justa e duradoura. A única cessação das hostilidades e a estabilização das relações com a Rússia”, acrescentou. “É evidente que todos querem uma relação estável com a Rússia. Todos ou quase todos acreditavam que já alcançámos uma relação estável com a Rússia antes de 2014. Começamos a suspeitar disso em 2014 com a Crimeia. E depois de 2022, penso que ninguém pode ignorar que não podemos ter uma relação estável com a Rússia, porque Moscovo continua a ser uma ameaça à nossa segurança. E não só sobre a nossa segurança, porque na Ucrânia, sobre governo, integridade, integridade, respeito, na Ucrânia. Faz fronteira com a Ucrânia, mas todos estes bons valores são preservados em a Carta das Nações Unidas”, concluiu.


