A participação dos EUA nas exportações do Brasil caiu para o nível mais baixo desde 1997 no primeiro semestre de 2026, enquanto a China ampliou sua liderança como principal parceiro comercial do país, de acordo com a Câmara de Comércio dos EUA para o Brasil, cujo relatório foi divulgado no momento em que Washington realizava audiências públicas sobre uma proposta de nova rodada de tarifas contra produtos brasileiros.
Os compradores dos EUA ficaram com 9,4 por cento das exportações do Brasil entre janeiro e junho, abaixo dos 12,1 por cento do ano anterior e a menor parcela já registrada para a Câmara. A participação da China aumentou de 28,9% para 31,5%, com o Brasil sendo responsável por quase um terço de tudo o que é vendido no exterior.
Os cortes reduziram o comércio total entre os dois países em 12,8 por cento, para 36,4 mil milhões de dólares, com os bens sujeitos a tarifas dos EUA a caírem 20,5 por cento nos 12 meses até Junho.
A China está agora listada como o principal parceiro comercial de 14 estados brasileiros, de acordo com a agência governamental de promoção comercial ApexBrasil. A mudança inverte o mapa de há duas décadas, quando 17 estados consideravam os EUA o seu maior mercado, em comparação com seis hoje.
Os exportadores brasileiros responderam procurando novos compradores, com 72% das empresas ajudando a agência a abrir pelo menos um mercado desde que as tarifas foram impostas.



