Em 2022, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA concedeu à empresa de Musk, SpaceX, um contrato de cinco anos para explorar como a Starship – que está sendo desenvolvida para ser o maior e mais poderoso veículo de lançamento do mundo – pode ser usada para “mobilidade rápida global”, ou seja, o movimento rápido e eficiente de tropas e equipamentos em todo o mundo.
Até agora o conceito é teórico. Mas se isso se tornar realidade, poderá reduzir a dependência dos militares dos EUA em bases estrangeiras ou frotas de porta-aviões e tornar obsoletas as defesas aéreas existentes, como mísseis e sistemas de alerta precoce.
Poderia também remodelar o “equilíbrio estratégico tradicional” do planeta e inaugurar um novo jogo de poder global, afirmou o think tank Inbound, com sede em Pequim, num relatório divulgado na terça-feira, acrescentando que a China enfrenta “desafios e oportunidades”.
“A trajetória de voo suborbital (da nave estelar) cruza a fronteira entre a atmosfera e o espaço próximo à Terra, que é teoricamente livre do espaço aéreo convencional e difícil de interceptar ou interromper efetivamente os sistemas de defesa existentes”, acrescentou.
Ele previu: “O surgimento desta ‘autonomia em órbita’ indica que a grande competição de poder está mudando da expansão geográfica horizontal para o controle sobre o tempo (de lançamento). Quem dominar a janela de lançamento agirá nesse momento.”



