Um raro surto de Ébola que circula há semanas no nordeste da República Democrática do Congo expôs a dificuldade de detetar o vírus mortal em regiões onde a malária, a febre tifóide e outras doenças causadoras de febre eram comuns e os sistemas de saúde eram fracos.
Cerca de 350 casos suspeitos e 91 mortes foram notificados no nordeste da RD Congo, enquanto o vizinho Uganda confirmou duas infecções, incluindo uma morte em Kampala, disse no domingo o ministro da Saúde do país, Roger Kamba.
Um caso separado também foi relatado no domingo em Goma, uma cidade no leste do Congo controlada pelos rebeldes M23 apoiados por Ruanda.
“Os hospitais já estão sob pressão”, disse Kumba aos jornalistas em Bunya, capital da província de Ituri, onde se acredita que o surto tenha começado em Abril e 59 pessoas foram hospitalizadas. “Esta não é uma doença misteriosa”, disse ele, instando as pessoas com sintomas a procurarem tratamento rapidamente para ajudar a retardar a transição.
O surto é causado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola. O primeiro paciente da RD Congo, uma enfermeira em Bunia, desenvolveu sintomas em 24 de Abril, segundo Jean Cassia, director-geral dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças.
Quando as autoridades de saúde foram alertadas pela primeira vez sobre o surto nas redes sociais, em 5 de Maio, já tinham sido registadas 50 mortes, afirmou o África CDC.



