Durante anos, os EAU e a Arábia Saudita projectaram poder geopolítico e económico no Golfo e fora dele, aparentemente em conjunto.
Mas os analistas dizem que surgiu uma crescente rivalidade e luta por influência – mais recentemente no Iémen – depois de anos de mudança num emaranhado de interesses concorrentes que fluem das vias navegáveis regionais para os corredores do poder em Washington.
A relação outrora estreita entre o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, era vista como a espinha dorsal da unidade entre as duas potências do Golfo.
Mas à medida que as suas ambições cresciam e o príncipe Mohammed acelerava as reformas económicas internas, ao mesmo tempo que reafirmava o domínio saudita no exterior, as conversações com o líder dos Emirados, anteriormente considerado seu patrono, fracassaram.
Agora a dupla irá encontrar-se em lados opostos na produção de petróleo e no Sudão, no Corno de África e agora no Iémen, onde ambos os países fazem parte de uma coligação militar anti-Houthi, mas apoiam facções rivais dentro do governo internacionalmente reconhecido.



