A visita surge num contexto de elevadas tensões geopolíticas, incluindo a guerra em curso com o Irão e o impasse sobre o Estreito de Ormuz, bem como disputas em curso sobre comércio, tecnologia e segurança nacional.
Ainda assim, muitos nos Estados Unidos encaram a visita como um reconhecimento por parte de ambos os governos de que permitir que as relações se deteriorassem ainda mais implicaria custos económicos e estratégicos significativos.
Gary Locke, antigo embaixador dos EUA na China e presidente do Comité dos 100, disse ao South China Morning Post que “esta é a visão tanto dos sino-americanos, dos ásio-americanos e de todos os americanos, muito claramente que precisamos de melhorar as relações entre os EUA e a China”.
“O mundo espera que a liderança dos Estados Unidos e da China trabalhem em conjunto para resolver os problemas mais prementes que o mundo enfrenta”, disse Locke, citando as alterações climáticas, a inteligência artificial, os ataques cibernéticos e a proliferação nuclear.
Os consumidores e exportadores dos EUA aguardam a cimeira em busca de alívio económico.
Para muitos americanos, contudo, o impacto da relação é sentido menos através da diplomacia do que através dos orçamentos familiares e do emprego.



