Analistas do Deutsche Bank afirmaram numa nota de pesquisa publicada na terça-feira que as consequências da disputa de quase um mês estavam a testar “os alicerces do regime do petrodólar”, enquanto os danos às economias do Golfo “poderiam encorajar uma redução nas suas poupanças em activos estrangeiros”.
“Se o Golfo se aproximar da Ásia nas suas relações comerciais e de investimento e eventualmente baixar os preços do petróleo em dólares, poderá haver implicações significativas para a utilização do dólar no comércio e na poupança globais”, acrescentou.
Ao abrigo do Acordo do Petrodólar de 1974, a maior parte do petróleo comercializado a nível mundial é cotado em dólares americanos. Ao abrigo deste acordo, a Arábia Saudita concordou em fixar o preço do petróleo na moeda dos EUA e em fazer investimentos adicionais em activos em dólares dos EUA em troca de garantias de segurança.
Analistas disseram que o acordo ajudou a dolarizar as cadeias de valor globais, dado o papel central do petróleo na produção e transporte globais.
Mas nos últimos anos, o sistema tem estado sob pressão. O petróleo russo e iraniano declarado já é comercializado em unidades não-dólares, e a Arábia Saudita fez experiências com pagamentos não-dólares para projetos de infraestrutura, disseram analistas do Deutsche Bank.



