As autoridades alertaram Cabello, 62 anos, contra o uso de serviços de segurança ou de militantes partidários do partido no poder para atingir a oposição do país, disseram as quatro fontes. O aparelho de segurança, que inclui os serviços de inteligência, a polícia e as forças armadas, manteve-se praticamente intacto desde o ataque norte-americano de 3 de Janeiro.
Cabello é citado na mesma acusação de tráfico de drogas nos EUA que o governo Trump usou como justificativa para prender Maduro, mas não foi levado como parte da operação.
As conversas com Cabello, que também destacou as sanções que os EUA lhe impuseram e a acusação que enfrenta, remontam aos primeiros dias da atual administração Trump e continuaram poucas semanas depois de Maduro ter deposto os EUA, disseram duas fontes familiarizadas com as discussões. O governo também está em contato com Cabello desde a deposição de Maduro, disseram quatro pessoas.
As comunicações, que não foram divulgadas anteriormente, são fundamentais para os esforços da administração Trump para controlar a situação dentro da Venezuela. Se Cabello decidir exercer controlo sobre as forças que controla, isso poderá acabar com o tipo de caos que Trump quer evitar e ameaçar o controlo do poder do presidente interino Delsea Rodriguez.
Não está claro se as discussões da administração Trump com Cabello se estenderam a questões sobre a futura governação da Venezuela. Também não está claro se Cabello atendeu às advertências dos EUA. Ele prometeu publicamente solidariedade a Rodriguez, a quem Trump elogiou até agora.



