Os empréstimos chineses a África cairão quase para metade, para 2,1 mil milhões de dólares, em 2024, em comparação com o ano passado, de acordo com um novo relatório.
Esta queda, face aos 3,9 mil milhões de dólares registados em 2023, fez parte de uma tendência que já dura há uma década. Os empréstimos têm aumentado desde 2006 e atingiram o pico entre 2012 e 2018 – um período que viu o lançamento da Iniciativa Cinturão e Rota, quando os empréstimos ultrapassaram a marca dos 10 mil milhões de dólares por ano.
No seu auge, em 2016, Pequim emprestou 28,8 mil milhões de dólares, mas desde 2020 o total não ultrapassou a marca dos 5 mil milhões de dólares.
Pesquisadores do Centro de Política de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston, que divulgaram o relatório na quarta-feira, disseram que a mudança está ligada à estratégia de Pequim de ir além dos empréstimos multibilionários aos governos.
Em vez disso, prefere agora focar-se em projectos mais pequenos e mais estratégicos e investir em áreas comercialmente viáveis, como a tecnologia.
Pequim também passou do dólar para a sua própria moeda, o yuan, para proteger ambos os lados dos riscos das flutuações cambiais dos EUA.



