Os signatários do histórico tratado de não proliferação nuclear abriram uma reunião nas Nações Unidas, em Nova York, na segunda-feira, enquanto se teme que a corrida armamentista aumente, com as potências nucleares mais uma vez em desacordo sobre as salvaguardas.
Em 2022, durante a última revisão do tratado considerado a pedra angular da não proliferação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a humanidade era “uma falácia, um erro de cálculo resultante da aniquilação nuclear”.
Na segunda-feira, alertou que os “motores” da proliferação nuclear estavam a aumentar rapidamente.
Guterres disse no seu discurso de abertura que “há demasiado tempo que este acordo está a morrer. As promessas não foram cumpridas. A confiança e a credibilidade estão a desgastar-se. O ímpeto para a proliferação está a acelerar. Precisamos de dar vida ao acordo mais uma vez”.
Com o aumento das fricções geopolíticas globais desde a última reunião, não estava claro o que a reunião na sede da ONU poderia alcançar.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barot, disse aos signatários que “o risco de proliferação nuclear nunca foi tão grande e a ameaça representada pelos programas do Irão e da Coreia do Norte é intolerável para todas as partes do acordo”.



