Caso contrário, sem esta capacidade para o ostracismo e a vergonha, entraríamos de facto numa época de declínio. Isso se mostraria não só no mundo criativo – que é muito mais importante que o boxe – mas também nos esportes de luta, que costumávamos levar a sério. Na verdade, já temos evidências de como o desleixo, como ethos, afetou o boxe e os tipos de lutas que estão acontecendo e como nós, os que sofreram lavagem cerebral, passamos a assistir a essas lutas. Se não estivéssemos tão habituados à encosta, aceitaríamos, por exemplo, a doença de Jack Paul? Devemos entreter todos os outros aspirantes a Jack Paul que desde então tentaram e não conseguiram imitá-lo? Estaríamos bem em ver pesos pesados de classe mundial lutando contra artistas marciais mistos e impressionantes? Ficaremos bem com Oleksandr Usyk, o melhor peso pesado do planeta, defendendo seu título WBC de peso pesado contra o kickboxer no Egito em 23 de maio?



