Uma equipe de pesquisadores liderada pela China desenvolveu um poderoso conjunto de eletrodos para implante cerebral que é tão macio quanto o tecido cerebral, mais fino que um fio de cabelo e mais durável do que qualquer coisa antes.
Em testes com animais, um novo implante cerebral flexível registrou a atividade neural com clareza sem precedentes a longo prazo e permaneceu funcional com segurança dentro do corpo durante 18 meses.
Essa descoberta supera um grande obstáculo que há muito tempo impede a interface cérebro-computador.
As interfaces invasivas fornecem os sinais neurais mais claros e ricos, mas um desafio constante assola os sistemas invasivos: a incompatibilidade inerente entre os eletrodos e o tecido mole do cérebro.
Matrizes de eletrodos corticais comumente usadas hoje, geralmente feitas de ligas de platina ou platina-irídio, oferecem excelente condutividade, mas são muito mais rígidas que o tecido nervoso.
Na implantação de longo prazo, essa fricção “duro versus suave” induz pequenos deslocamentos relativos, desencadeando inflamação crônica e, por fim, formação de tecido cicatricial ao redor do eletrodo. O resultado é um declínio constante na qualidade do sinal ano após ano.



