O líder do Trem d’Aragua morto num ataque EUA-Venezuela era um estudante que abandonou o ensino médio e se sentia confortável atrás das grades enquanto transformava uma gangue de prisão em uma das organizações criminosas mais poderosas e extensas da América Latina.
Hector Rosthenford Guerrero Flores, também conhecido como Nino Guerrero, ou “Criança Guerreira”, morreu aos 42 anos em uma operação anunciada na sexta-feira pelo presidente Donald Trump e posteriormente confirmada pela Venezuela.
O Trem de Aragua, fundado na Venezuela em 2014, foi designado como organização terrorista pelos Estados Unidos e acredita-se que esteja ativo em oito países sul-americanos, incluindo Colômbia, Peru e Chile.
Ele é acusado de tráfico de drogas, extorsão e outros crimes, e Guerrero tinha uma recompensa de US$ 5 milhões por sua cabeça.
Guerrero era da cidade de Marraquexe, a cerca de 100 quilômetros (60 milhas) de Caracas, e rapidamente se envolveu no crime após terminar o ensino médio. Em 2010, aos 26 anos, já tinha acusações de roubo, homicídio e sequestro.
Ele estava preso em uma prisão chamada Tocurón, no estado de Aragua – daí o nome da gangue –, escapou e dois anos depois foi recapturado e enviado de volta para Tocurón.



