O clássico é uma das datas mais importantes do calendário de Aitor Salinas-Armendariz, outro torcedor do Atlético.
“Ter tantos torcedores nas arquibancadas, que muitas vezes são amigos e parentes, é incomum no resto da La Liga”, explicou.
“É normal ver torcedores em casa. Eles podem ter recebido ingressos de um parente de um torcedor da casa.”
Ambos os grupos de apoiantes consideram-se parte da mesma comunidade basca. Essa identidade compartilhada molda o ambiente em torno do Derby.
“É um forte sentimento de pertencimento”, explicou Salinas-Armandrez. “Sentimo-nos parte de uma mesma comunidade, com reivindicações e lutas comuns que vão além do que nos divide”.
Este sentimento de unidade é visível em todos os lugares no dia do jogo. Os torcedores compartilham os mesmos bares, aproveitam a preparação pré-jogo e assistem aos jogos juntos.
É um “derby colorido e festivo”, um verdadeiro apoiador da socialite.
“Mesmo que o Athletic tenha mais títulos, sempre atraído pelo passado, nos consideramos iguais”. “No mesmo grupo de amigos, muitas vezes há torcedores reais e atléticos. É uma rivalidade entre irmãos.
“Nós provocamos um ao outro, nos relacionamos muito e nos abraçamos.”
Enquanto durar a partida, diz Javier, torcedor do Athletic Club.
“Desde o apito inicial do árbitro até a final. Depois disso, não há confronto, mas sim um sentimento de fraternidade”.



