O alvo era o técnico Hong Myung Bo, que anunciou sua demissão no dia 28 de junho, durante entrevista coletiva em Guadalajara, no México.
A Coreia do Sul venceu o México e a África do Sul por 1 a 0, depois de abrir sua campanha na Copa do Mundo com uma vitória por 2 a 1 sobre a República Tcheca. Os resultados não foram suficientes para que se classificassem para a próxima fase como um dos terceiros melhores times.
Escoltado pelo Aeroporto Internacional de Incheon por seguranças por volta das 3 da manhã, Hong foi recebido com vaias estrondosas, insultos e faixas de protesto proclamando “o futebol sul-coreano está morto”. Antes da chegada da equipe, ameaças de morte foram feitas contra ele online, o que motivou uma investigação policial.
No dia 29 de junho, o clube de torcedores oficial da seleção nacional, os Red Devils, exigiu que “se ajoelhassem diante de toda a nação e deixassem para sempre o mundo do futebol”.
Segundo analistas, a reacção reflecte não só a frustração pública relativamente a outra campanha fracassada no Campeonato do Mundo, mas também a raiva entre os sul-coreanos sobre se os escolhidos para liderar as instituições nacionais se qualificaram.



