Dias antes dos ataques aéreos EUA-Israelenses ao Irão, uma notícia sugeria que Pequim estava perto de vender mísseis de cruzeiro supersónicos a Teerão – uma medida que poderia aumentar significativamente a capacidade da República Islâmica de combater os porta-aviões norte-americanos.
Antes que o mundo pudesse descobrir se os revolucionários mísseis chineses iriam de facto participar num conflito iraniano contra as forças dos EUA, Pequim negou veementemente o relatório, publicado pela Reuters em 24 de Fevereiro.
Citando seis fontes, a Reuters informou que o acordo – que inclui a versão de exportação CM-302 do Exército de Libertação Popular (PLA) YJ-12 – estava “perto de conclusão”. O Ministério das Relações Exteriores da China disse na segunda-feira passada que o relatório “não era verdade”.
O YJ-12, apelidado de “assassino de porta-aviões”, faz parte da família Yingji ou Eagle Strike de mísseis anti-navio operados pelo PLA.
Com uma velocidade máxima de Mach 4, alta capacidade de manobra terminal e uma poderosa ogiva semi-perfurante de 200kg (440lbs), o YJ-12 pode representar uma ameaça formidável para grandes combatentes de superfície.
Apesar do alcance do YJ-12 ter sido reduzido o suficiente para cumprir os padrões de exportação, se os mísseis CM-302 fossem implantados na costa iraniana, cobririam quase todo o Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e grande parte do Golfo de Omã.



