O chefe do negócio secreto de semicondutores da Huawei Technologies – apelidado de “rainha dos chips” da empresa – está fora dos olhos do público desde 2019, quando Washington cortou o acesso global da empresa chinesa a tecnologia de ponta, incluindo semicondutores.
A sua retirada para segundo plano tornou-se um símbolo da batalha da Huawei pela sobrevivência. Tudo isso mudou no mês passado em um palco acadêmico global em Xangai – o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas.
Foi lá que ele introduziu a “lei de escala Tau (τ)”, que a Huawei afirmou que poderia atingir densidades de transistor além do alcance das máquinas de litografia ultravioleta (EUV) de última geração até 2031, sem a necessidade de máquinas de litografia ultravioleta (EUV) de última geração.
Redefinindo o ‘moderno’
Durante meio século, a indústria eletrônica considerou a Lei de Moore – o princípio de que o número de transistores em um chip dobra aproximadamente a cada dois anos – como um evangelho. Mas à medida que as estruturas de silício se aproximavam dos limites atómicos, a escala geométrica produziu retornos económicos decrescentes e atingiu uma parede arquitetónica de tijolos.



