Num hospital em Gaza, a enfermaria está cheia de pacientes que temem ficar sem cuidados caso os Médicos Sem Fronteiras (MSF) sejam forçados ao abrigo de um embargo israelita que deverá entrar em vigor em Março.
No mês passado, Israel anunciou que iria proibir 37 organizações de ajuda humanitária, incluindo MSF, de trabalhar em Gaza a partir de 1 de Março por não fornecerem informações detalhadas sobre o seu pessoal palestiniano.
Depois de ser ferido por estilhaços na explosão de uma bomba em setembro, seu braço esquerdo foi amarrado a barras de metal e o esquerdo a barras de metal.
“Quando ouvi que era possível que parassem de prestar serviços, fiquei muito triste”, acrescentou, da sua cama no Hospital Nasser, em Gaza.
O Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel, que supervisiona o registro de ONGs, acusou dois funcionários de MSF de ligações com os grupos militantes palestinos Hamas e Jihad Islâmica, alegações que MSF nega.
A decisão do ministério provocou condenação internacional, com grupos de ajuda alertando que iria perturbar gravemente o fornecimento de alimentos e médicos a Gaza, onde a ajuda já é escassa após mais de dois anos de guerra.



