Na sexta-feira, o Irão disse que reabriria o estreito à navegação comercial após um acordo de cessar-fogo no Líbano, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, acrescentou que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos permaneceria em vigor até que um acordo fosse alcançado com Teerão.
No entanto, o receio no Japão é que novas perturbações na transmissão de energia através do estreito, combinadas com um período invulgarmente precoce de clima quente, possam deixar o país confrontado com escassez de energia no pior momento possível.
Na pior das hipóteses, poderia forçar o governo a planear apagões, reduzir o horário de funcionamento de escritórios, escolas e lojas, e restringir alguns serviços ferroviários e aéreos.
O petróleo não é a única preocupação do Japão. Embora Tóquio afirme ter muitas reservas de petróleo bruto, os analistas alertam que uma ameaça mais imediata é o gás natural liquefeito (GNL), que é utilizado para abastecer as principais cidades do Japão e é difícil de armazenar em grandes quantidades.
Isto se torna mais importante quando a temperatura aumenta e a demanda por ar condicionado aumenta.



