Mais de metade dos óculos de leitura testados pelo órgão de vigilância do consumidor de Hong Kong não conseguiu identificar a distância pupilar, uma medida fundamental para alinhar as lentes para garantir uma visão clara e reduzir o risco de cansaço visual.
O Conselho de Consumidores testou 17 modelos de óculos de leitura prontos para uso entre janeiro e maio deste ano, com todos os modelos apresentando um grau de presbiopia de +2,50 ou +2,5 dioptrias – comumente referido como 250 graus.
Os preços dos produtos também variaram de HK$ 8 a HK$ 490.
As descobertas da Watchdog mostraram que, embora todos os modelos tenham tido um desempenho satisfatório em termos de resistência mecânica e durabilidade, resistência à ignição, libertação de níquel e testes de queda, a maioria não possuía a rotulagem e as declarações de advertência exigidas pelas normas europeias.
Destes, apenas sete modelos indicaram a distância da pupila – uma medida importante para conforto e alinhamento visual – ou distância do centro óptico (OCD). Entre as marcas estavam Guanhao, Haomenglai Glasses e diversas vendidas nas barracas da Sham Shui Po.
As 10 restantes não atendiam ao requisito padrão de marcação permanente, dificultando a escolha dos produtos apropriados pelos consumidores, como marcas como Agoeyewear, Daiso e aquelas vendidas na cadeia de suprimentos de cuidados domiciliares JHC.
“Se a distância da pupila da lente não corresponder à distância da pupila do usuário, as lentes podem não se alinhar corretamente com as pupilas. Isso causa efeitos de prisma desnecessários”, afirmou o conselho em comunicado.



