As procissões fúnebres do falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei, começaram em Teerã na segunda-feira, informou a televisão estatal, enquanto as autoridades se preparavam para multidões que poderiam rivalizar com as que compareceram ao seu antecessor há quase quatro décadas.
As cerimónias dão ao Irão a oportunidade de mostrar resiliência após a guerra com os EUA e Israel, ao mesmo tempo que concentram a atenção no sucessor de Khamenei, o seu filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que assumiu o poder.
A emissora estatal IRIB informou que depois de permanecer em estado de alerta por dois dias no complexo religioso Grand Mosela, em Teerã, o corpo de Khamenei – que foi morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra no Oriente Médio – iniciou sua jornada para a capital com uma grande multidão de enlutados.
Os enlutados se reuniram na Praça Imam Hossein, no leste de Teerã, e penduraram uma efígie do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo a mídia estatal.
De acordo com a agência de notícias estatal IRNA, as autoridades esperam evitar uma repetição do caos no funeral do antecessor de Khamenei, o aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1989, que contou com a presença de cerca de 10 milhões de pessoas.
Mais de 10 pessoas morreram e mais de 10 mil ficaram feridas enquanto a multidão aumentava no funeral de Khomeini.



