O psicólogo Miguel Espeche explicou o que está por trás desta nova tendência. Menos pressão, mais controle e medo da rejeição estão afetando a forma como os jovens adultos se relacionam.
A mesma cena se repete em muitos casais adolescentes. Os pais se perguntam por que não se vêem cara a cara. “Conversamos no WhatsApp o dia todo”, respondem os meninos com simplicidade. Esta frase representa uma mudança na forma como nos relacionamos. hoje, Para muitos jovens, o contato virtual é suficiente para manter um relacionamento.
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O fenômeno cresce. Embora se conheçam pessoalmente e se casem da maneira tradicional, cada vez mais casais optam por se relacionar por meio de bate-papo. As reuniões presenciais estão em segundo plano. Eles aparecem esporadicamente. E essa relação fica preservada na tela.
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psicólogo Miguel Speke Você vê isso em sua prática diária. Ele explicou na conversa com ele: Há um aumento no relacionamento pelas redes sociais, tanto em crianças quanto em adultos. TN. Como ele disse, nem tudo é negativo. Escrever pode ajudar a expressar sentimentos mais profundamente. Às vezes até mais do que pessoalmente.
Porém, o especialista estabeleceu limites. “Muitas vezes fala-se muito e quando há corpo não há química”, disse ele. A transição do mundo virtual para o encontro real ainda é um momento chave. É aí que se define grande parte do vínculo.
Um dos motivos dessa mudança está relacionado à ansiedade. Não pelo gênero em si, mas pela interação com o outro. “Existe o medo de não ser aceitoSpake explicou. Revela cara a cara. Já o chat permite que você pense no que dizer e como se apresentar..
A conveniência também desempenha um papel. O mundo digital dá controle. Isso permite evitar silêncios constrangedores, olhares fixos ou reações ao vivo. Para muitos adolescentes, isso alivia a pressão. E torna mais fácil manter o link.
O que se perde quando se perde cara a cara
Mas algo está faltando. “Quando a relação é só “cápsula a cápsula”, o corpo, a aparência, a química se perde.A psicóloga alertou. Sem esta conexão, o link pode se tornar mais abstrato.
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No entanto, Speke evitou o olhar alarmante. Ele disse que esses relacionamentos podem ser significativos. Eles podem incluir companheirismo, carinho e conexão emocional. Eles não são necessariamente superficiais. Mas eles precisam de equilíbrio.
O problema aparece quando tudo é exibido na tela. “Se um cara está se comunicando virtualmente em todas as áreas, é aí que você precisa prestar atenção”, disse ele. Não apenas marido e mulher. É uma forma de comunicação com o mundo.
Neste contexto, muitas vezes os pais não entendem o que está acontecendo. Eles estão preocupados. Mas também passam pela mesma lógica. “Existe uma espécie de hipnose coletiva com a telaEste especialista disse: Adultos e jovens têm esse hábito.
Para Espeche, o segredo não é proibir, mas complementar: Pode existir um link virtual, mas uma reunião presencial é insubstituível. “Em algum momento, o corpo diz que está pronto”, resumiu TN.



