A morte é o negócio da família do agente funerário tailandês de segunda geração, Viroj Suryasini.
Seus caixões personalizados variam de simples caixas de madeira a criações ornamentadas com detalhes em ouro e interiores de veludo vermelho, com preços entre US$ 30 e US$ 30 mil – cada um representando uma história de perda, luto e vida.
Falam também da enorme escala da sempre crescente e multibilionária economia mortal da Ásia.
Todos os caixões fabricados pela Verouge são feitos para cremação, mas o homem de 55 anos relata que a procura pelos estilos originais está a aumentar à medida que a tradição é cada vez mais questionada, combinada com um desejo de individualidade.
“O que mudou é que as pessoas agora querem fazer suas próprias escolhas sobre como viver”, disse ele. “Eles estão pensando no que querem deixar para trás: uma última lembrança para eles e seus entes queridos, um último momento de criatividade”.
Viroj falou esta semana na Ásia, no Festival da Morte em Banguecoque – uma exposição de três dias para aqueles que procuram uma melhor compreensão da morte e dos seus custos – enquanto os participantes entravam e saíam dos seus caixões, tirando selfies.
De certa forma, era tailandês: contrariando o macabro com um toque leve, quase lúdico.



