Os peruanos escolherão neste domingo, entre uma impressionante variedade de 35 candidatos presidenciais, o próximo líder da nação andina, assolada por uma série de presidências dominadas pelo crime, de curta duração e assoladas por escândalos.
“Agora qualquer pessoa idosa concorre a um cargo público”, disse a professora Jane Lisa, 51 anos, enquanto ponderava sobre a infinidade de candidatos presidenciais e como votaria.
Alguns se destacam no campo – um popular comediante, filha de um ditador brutal, e um ex-prefeito de Lima que se compara a um porco de desenho animado.
Mas nenhum dos candidatos obteve mais votos do que os adolescentes e era improvável que algum deles ultrapassasse o limite de 50 por cento necessário para evitar um segundo turno. Esta foi uma notícia decepcionante para os cansados peruanos.
Pontilhada por florestas densas, picos cobertos de neve e desertos áridos, este berço do Império Inca tem lutado nos últimos anos com uma instabilidade política crónica e um aumento do crime organizado.
O país teve oito presidentes na última década. Tantas pessoas foram destituídas de cargos e colocadas na prisão que têm a sua própria prisão especial.



