O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse na sexta-feira que Alberta é “vital” para o futuro do país, horas depois de o líder da província ter aproximado a região rica em petróleo de um referendo sobre a independência.
Os separatistas na Província Ocidental passaram meses a recolher assinaturas para desencadear uma votação obrigatória para a separação da nação em Outubro.
Em 4 de maio, levaram o seu requerimento às autoridades provinciais, insistindo que tinham recolhido nomes mais do que suficientes para votar ao abrigo da lei de Alberta.
Mas um juiz de Alberta bloqueou o processo, dizendo que a medida dos cidadãos era inválida porque os separatistas não consultaram os grupos indígenas cujos direitos poderiam ser ameaçados se a província se separasse do Canadá.
Num discurso na quinta-feira, o primeiro-ministro de Alberta, Daniel Smith, classificou a decisão do juiz como “errada” e acusou-a de “interferir nos direitos democráticos de milhões de habitantes de Alberta”.
Smith, uma conservadora cuja coalizão política inclui separatistas, disse que apoia “a permanência de Alberta no Canadá”.



