Uma política única poderia remodelar as linhas globais de abastecimento alimentar e monopolizar os mercados das Américas ao Sudeste Asiático.
No início de Fevereiro, o Comité Central e o Conselho de Estado do Partido Comunista da China divulgaram o “Documento Número 1” anual, a primeira declaração política do país para 2026 e o seu plano para a agricultura, o campesinato e o campo. Sendo um dos maiores produtores, importadores e exportadores agrícolas do mundo, qualquer mudança na estratégia alimentar de Pequim tem implicações globais.
Abrangendo cereais, vegetais, pecuária e pescas, o documento apela a uma produção sustentável, de alta qualidade e mais eficiente, ligando a produção nacional ao comércio. Enfatiza a expansão da agricultura de alta qualidade, o reforço da resiliência às catástrofes, a aceleração da ciência agrícola e da inovação tecnológica, incluindo a biotecnologia, a estabilização da produção e a resolução da escassez de mão-de-obra.
É importante ressaltar que o plano assinala uma mudança estratégica no sentido da diversificação das importações de alimentos, reflectindo as preocupações de Pequim sobre a dependência excessiva de um único país ou região para as importações. A política eleva a segurança nacional, a autossuficiência tecnológica e a resiliência agrícola como objectivos centrais.



