Durante décadas, Hong Kong desenvolveu-se como a economia mais liberalizada do mundo sem planos quinquenais, enquanto a China continental se tornou a segunda maior economia do mundo através deles. Hong Kong tem agora a rara vantagem de ambos: dinamismo de mercado e orientação estratégica. Aproveitada pela sabedoria colectiva das pessoas, esta combinação pode alcançar mais do que o mercado ou o planeamento.
A China continental é a potência; Hong Kong é única: a cidade não precisa de um plano completo. Os planos quinquenais do continente são necessariamente abrangentes, reflectindo a escala e o âmbito da segunda maior economia do mundo.
Os planos quinquenais da China são um grande projecto nacional que envolve centenas de projectos de investigação, visitas de campo, seminários e consultas extensas. É também feito um esforço especial para integrar as opiniões dos grupos minoritários e sub-representados. O plano quinquenal é uma tentativa abrangente de combinar o planeamento especializado com o contributo social e a direcção estratégica com uma legitimidade mais ampla. Uma vez formulado este plano e determinadas as prioridades nacionais, poderá ser realizada uma mobilização de recursos em grande escala.
A economia de mercado de Hong Kong funciona de forma diferente. A direcção pode ser definida, mas os resultados dependem da resposta do sector privado. Hong Kong abrange dois sistemas. Podemos combinar a direcção estratégica com as forças de mercado, recorrendo à política fundiária, ao investimento em infra-estruturas, a um sistema regulamentar simplificado, a processos simplificados e a incentivos políticos, ao mesmo tempo que confiamos no capital privado e nas empresas para gerar resultados. Não se trata de um compromisso entre sistemas, mas de um múltiplo híbrido.



