Os números contam uma história reveladora. As oito universidades da cidade com financiamento público, outrora avaliadas principalmente pela produção académica e pelas classificações globais, estão agora a gerar receitas recordes provenientes da transferência de conhecimento. Patentes, acordos de licenciamento, parcerias industriais. Estas não são atividades paralelas. Eles estão se tornando as principais linhas de negócios. As universidades não são mais apenas guardiãs do conhecimento. Eles são participantes ativos no mercado, empacotando-o e monetizando-o.
No papel, a estratégia faz sentido. As exportações de educação são um motor económico comprovado. Para Hong Kong, com a sua terra limitada e a sua base industrial limitada, a educação para a exportação parece uma extensão lógica da sua economia de serviços. Mas há uma tensão silenciosa abaixo da superfície. Em que se baseia esta estratégia “internacional”?
Uma proporção significativa de novas matrículas, especialmente a nível de pós-graduação, vem da China continental. Hong Kong oferece uma experiência híbrida. Está perto o suficiente de casa, mas tem uma vantagem internacional. Os diplomas são concedidos em inglês. Os campi parecem globalmente conectados.



