Na realidade, a presidência e outras nomeações importantes estão sujeitas a negociações delicadas entre os líderes do USDP e o chefe do Janata. Embora Min Aung Hlaing supostamente aspire à presidência, a constituição diz que os cargos de comandante-chefe e de dois presidentes parlamentares devem ser ocupados por pessoas diferentes.
Os analistas irão destacar qualquer aparência de tensão entre estes indivíduos – não por sinais de democracia emergente, mas por instabilidade dentro da camarilha dominante.

Contudo, outra ameaça reside além dos corredores de Naypyidaw. O impressionante sucesso do USDP nas eleições recentes – mais de 80 por cento dos assentos eleitos na legislatura nacional – desviou a atenção da sua quota real de votos. Segundo dados oficiais, isto representa cerca de 44 por cento de todos os votos emitidos, antes da distorção do sistema eleitoral do tipo “vencedor para todos”.



