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opinião O soft power é vital para uma China em ascensão.

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Os europeus estão a repensar com quem os seus países devem estabelecer parcerias num mundo cada vez mais incerto. Um inquérito realizado em Junho a 24 países da UE pela Public First revelou opiniões divididas sobre a possibilidade de ter laços mais estreitos com os EUA ou a China. Oito inclinaram-se para a China, nove apoiaram os Estados Unidos e sete estavam divididos.

Esta não é apenas uma questão de economia ou geopolítica. É também uma questão de fama. A China tem procurado apresentar-se como um parceiro de longo prazo mais estável e confiável, à medida que Washington se torna cada vez mais imprevisível. Se esta impressão se mantém, ela realça uma verdade mais ampla: a influência internacional não tem apenas a ver com poder, mas também com confiança.

O soft power é a capacidade de um país moldar preferências e influenciar a apreciação através da atração. Simplificando, trata-se de uma nação. Os países com forte poder brando são confiáveis, respeitados e imitados. Seus produtos são procurados, sua cultura é apreciada e seu povo é bem-vindo.

Feedback como esse é importante. As pessoas escolhem para onde viajar, estudar, investir, trabalhar e estabelecer parcerias com base não apenas nas oportunidades económicas, mas também na forma como pensam sobre um país. O poder brando desenvolve-se a partir de experiências individuais e de ligações humanas, e não de pronunciamentos governamentais.

Nas últimas quatro décadas, a China estabeleceu-se como a segunda maior economia do mundo e líder em produção, infra-estruturas e inovação. À medida que o seu papel internacional se expande, aumenta a sua influência na forma como as pessoas vivenciam a China através das suas empresas, universidades, cultura, visitantes e cidadãos.

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