Enquanto a China luta para aumentar os gastos dos consumidores, um professor de uma das melhores universidades do país argumentou que as autoridades precisam primeiro de ultrapassar um obstáculo psicológico: uma “fobia de luxo” profundamente enraizada que se apoderou do público chinês.
A proposta de Su Jian, professor da Universidade de Pequim, surge no meio de um debate nos círculos políticos chineses sobre como reanimar a fraca procura do país, apesar dos esforços do governo para abrandar as vendas a retalho. Equilíbrio na economia Rumo a um modelo de crescimento liderado pelo consumo.
Para SU, a resposta residirá em parte numa mudança de atitudes: a procura de bens de luxo “não deve ser estigmatizada, mas vista como um sinal de progresso social”, escreveu num artigo publicado na semana passada.
A proposta vai contra a opinião dominante na China, que levou o governo no ano passado a implementar uma dura campanha de austeridade e a reprimir gastos extravagantes.
A campanha tem sido particularmente restritiva no seio da função pública, onde existe por vezes uma fiscalização local excessiva. Funcionários levados a cobrir suas despesas – Evitar não só luxos, mas até funções sociais rotineiras para evitar o escrutínio.
Governo e governo após governo, empresários e outras pessoas ricas também começaram a contar menos mentiras para evitar ostentar a sua riqueza. Repressão Na exibição do consumo pródigo nas redes sociais.



