Mais de três meses de ataques aéreos dos EUA e de Israel, e um bloqueio aos portos iranianos, acrescentaram novas dificuldades àqueles que já estavam sob anos de sanções.
Apesar de a guerra ter terminado – por enquanto – os iranianos ainda monitorizam cuidadosamente os seus gastos. Alguns apoiantes e opositores da República Islâmica entrevistados esta semana disseram acreditar que tempos melhores estão por vir.
Alguns acreditam que a raiva económica poderá desencadear novas ondas de protestos antigovernamentais. Outros esperam novas medidas repressivas semelhantes à repressão sangrenta durante a última vaga de protestos em massa em Janeiro.
E com qualquer acordo mais duradouro adiado para novas negociações, há pouca confiança entre eles de que a intenção de acabar com a guerra durará até ao Verão.
“Acho que 99% das pessoas estão em modo de sobrevivência e apenas vivendo o dia a dia. Não creio que reste esperança a ninguém. Não vejo como pode ser o futuro”, disse Amir, 34 anos, dono de uma produtora de mídia em Isfahan, no centro do Irã.



