Por baixo dos glaciares brancos e cintilantes das montanhas andinas encontram-se depósitos valiosos de ouro, cobre e molibdénio que até recentemente estavam fora do alcance das empresas mineiras que procuravam estes minerais inexplorados.
A mudança ocorre depois que os legisladores da Argentina concordaram em alterar a Lei das Geleiras, que proibiu todas as atividades de mineração e exploração nas regiões glaciares do país desde 2010.
A legislação define os 16.000 glaciares do país – cobrindo uma área de 8.484 quilómetros quadrados (5.270 sq mi) – como bens públicos, devido à sua importância como reservatórios de água doce, ao seu papel na biodiversidade, ao seu valor científico e ao seu apelo como atrações turísticas.
Uma alteração à lei de protecção dos glaciares aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional da Argentina tornará mais fácil a exploração de minas nas áreas glaciares, apesar do papel destas áreas como importantes fontes de água.
Segundo Andres Folguera, professor do Departamento de Ciências Geológicas da Universidade de Buenos Aires, os minerais “hoje não são extraídos porque comprometem os recursos hídricos protegidos por leis anteriores ou porque são de difícil acesso”.



