Mas para a China, uma vantagem invulgar está a ganhar destaque: a capacidade de prever a produção de cereais com mais de seis meses de antecedência e com uma precisão impressionante.
Essa capacidade – melhor do que décadas – poderia permitir a Pequim dar um passo antecipado, transformando a vulnerabilidade em alavancagem estratégica.
O Estreito de Ormuz, uma importante artéria para os fluxos globais de energia e mercadorias, emergiu como uma ameaça significativa. Cerca de um terço das exportações globais de ureia passam pelo corredor, ligando diretamente os mercados de fertilizantes à estabilidade geopolítica.
O seu impacto já se faz sentir em toda a Ásia. A Índia, que importa uma grande parte dos seus fertilizantes do Médio Oriente, enfrenta uma pressão crescente antes da época de plantação. A Indonésia, dependente do enxofre do Golfo para fertilizantes fosfatados, também está exposta.



