O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, enfrentou apelos para renunciar na segunda-feira devido a um escândalo em que ladrões roubaram maços de moeda estrangeira escondidos no seu sofá de fazenda.
Num discurso televisivo à nação, Ramaphosa disse que respeitava a decisão do Tribunal Constitucional de restabelecer o processo de impeachment contra ele na semana passada, mas prometeu defender-se.
“Embora haja apelos em alguns setores para que eu demita, nada na decisão do Tribunal Constitucional me obriga a renunciar”, disse Ramaphosa.
O escândalo, apelidado de “Farmgate” pela mídia local, tem sido um grande constrangimento para Ramaphosa desde que estourou em 2022, quando ele chegou ao poder com a promessa de combater a corrupção e limpar a imagem do seu partido, o Congresso Nacional Africano.
Analistas políticos disseram esperar que Ramaphosa tentasse combater as acusações de corrupção contra ele, mas enfrentaram uma pressão crescente antes das eleições municipais em Novembro, nas quais já se esperava que o seu partido tivesse um mau desempenho.
“O momento realmente não poderia ser pior… do ponto de vista do ANC”, disse o analista político independente Daniel Silke.



