A visita histórica do presidente dos EUA, Donald Trump, à China ocorre num momento em que a guerra do Irão perturbou o fornecimento global de energia, alimentou a incerteza económica e adicionou novas tensões às relações entre Washington e Pequim. Na primeira parte de uma série que examina a forma como a rivalidade, a interdependência e as crises geopolíticas estão a remodelar a relação entre as duas potências, olhamos para o Árctico como uma arena de competição.
À medida que o aquecimento do Árctico acelera e o gelo marinho diminui para níveis recorde ou quase recorde, a região torna-se mais acessível ao transporte marítimo e à extracção de recursos – algo que também alimenta a rivalidade entre grandes potências.
Prevê-se que a concorrência entre a China e os EUA na região do Árctico se intensifique, mas os analistas dizem que a cooperação “activa” ainda será necessária e poderá revelar-se mais importante.
No entanto, a crescente rivalidade sino-americana também levantou preocupações de que a região outrora descrita pelo antigo líder soviético Mikhail Gorbachev como uma “zona de paz” possa tornar-se uma nova frente para a rivalidade estratégica entre Washington e Pequim.



