A ameaça também surge num momento crítico para as economias emergentes, dizem os analistas, uma vez que as tensões geopolíticas, os elevados custos da energia e a pressão sobre as remessas deixam os governos e as famílias menos capazes de absorver os choques climáticos.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial já estavam a subir rapidamente no final de Abril, sinalizando o retorno esperado do El Niño no próximo mês.
A tendência climática normalmente traz condições mais quentes e secas ao Sudeste Asiático, prejudicando a agricultura, sobrecarregando o abastecimento de água e aumentando o risco de incêndios florestais.
Mas os especialistas dizem que o mesmo aquecimento também pode tornar as chuvas repentinas mais perigosas, aumentando o risco de inundações localizadas, mesmo durante uma estação predominantemente seca.
“Mesmo que as coisas esquentem muito – e isso é algo um pouco contra-intuitivo – também pode significar inundações mais localizadas”, disse Andy Smith, diretor de operações da Fathom, uma empresa que utiliza ferramentas científicas e inteligência para compreender o impacto do clima no risco hídrico.



