O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou na sexta-feira uma ordem executiva que estende as sanções contra Cuba, autorizando multas não apenas contra autoridades cubanas, mas também contra empresas estrangeiras e instituições financeiras que fazem negócios com a ilha.
A ordem expande significativamente a capacidade de Washington de impor pressão económica, permitindo que as autoridades norte-americanas visem actores de países terceiros que apoiam o governo cubano, uma medida que poderá afectar empresas globais, incluindo a China e a Europa.
Ao abrigo da medida, os Estados Unidos poderiam congelar os activos de qualquer indivíduo ou entidade estrangeira que opere em sectores-chave da economia cubana – incluindo energia, serviços financeiros, mineração e defesa – ou forneça assistência material, financeira ou técnica ao governo.
Também autoriza restrições a instituições financeiras estrangeiras que facilitam transações significativas para entidades designadas, incluindo a limitação do seu acesso ao sistema bancário dos EUA ou o congelamento de ativos sob jurisdição dos EUA.
Estas disposições estendem efectivamente o poder de aplicação da lei dos EUA para além das suas fronteiras, ecoando o modelo de “sanções secundárias” que Washington utilizou noutros contextos, como o Irão, e aumentam os riscos para as empresas internacionais expostas a Cuba.



