O texto prevê o regresso à vida civil para alguns dos combatentes do PKK que deponham as armas.
Publicado em 10 de agosto de 2026
Os legisladores turcos aprovaram legislação que oferece um perdão condicional a milhares de membros do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um passo importante para pôr fim a décadas de violência mortal.
O texto – aprovado na segunda-feira com 468 votos a favor e 88 contra, com seis abstenções – prevê o regresso à vida civil para alguns dos combatentes do PKK que depõem as armas sem conceder uma amnistia total.
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A lei é o primeiro passo legislativo da Turquia para pôr fim ao conflito e surge 18 meses depois de Abdullah Ocalan, o fundador do PKK, preso, ter instado os seus seguidores a desarmarem-se.
O PKK, designado como organização “terrorista” por Turkiye, pelos Estados Unidos e pela União Europeia, lançou a sua rebelião em 1984. O conflito matou mais de 40.000 pessoas, impôs um pesado fardo económico ao sudeste de Turkiye, maioritariamente curdo, e alimentou décadas de divisão política e social.
Apoiado pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento (Partido AK), do presidente Recep Tayyip Erdogan, e pelo Partido DEM, pró-curdo, o projeto de lei suspende os processos e penas de prisão para alguns crimes por um período entre cinco e 10 anos.
Espera-se que a medida envolva a libertação de cerca de 3.500 detidos ligados ao PKK numa fase inicial, disseram os legisladores – cerca de um terço do número detidos nas prisões turcas.



