Imagine por um momento que você viveu na China antiga, onde um estado rival ameaçava a existência do seu povo. Na busca de qualquer benefício, uma estratégia pode incluir a realização de uma cerimônia para invocar a ajuda dos ancestrais.
No entanto, a vida e a política não são estáticas. Antigos rivais podem se transformar em aliados próximos. Esta mudança levanta uma questão interessante: Será que as antigas cerimónias de guerra simplesmente desaparecem quando perdem relevância? Uma descoberta recente na China indica que, pelo menos já na dinastia Zhou (1046-256 a.C.), as pessoas acreditavam que a resposta era “não”, sugerindo que as antigas cerimónias precisavam de ser “descontinuadas”.
Uma pesquisa publicada pela Cambridge University Press sugere que outros indivíduos, além dos ladrões, interferiram deliberadamente no local de descanso de Lord Qiu, um membro da elite política do Estado de Zheng.
Ching Long Tse, autora do estudo e doutoranda no Instituto de Arqueologia da University College London, postulou que esses intrusos podem ter procurado “fechar” os laços com os antigos ancestrais do Qi, o que se tornou politicamente inconveniente em meio às mudanças na dinâmica social.
“Faz uma grande diferença se certos instrumentos rituais acompanham os mortos porque determina que tipo de habilidades rituais os enlutados querem que o falecido mantenha na vida após a morte”, disse Tse.



