Sem ajuda alimentar, Saeeda Mohammed, 65 anos, sai com um saco plástico para colher folhas de árvores perto do seu campo de deslocados no sul do Iémen, antes de servi-las aos seus netos para saciar a fome.
Atrás do acampamento, colinas arborizadas se espalham sob um céu claro, enquanto no chão o solo amarelo e rochoso está cheio de lixo.
Em meio ao lixo e à miséria, a vida cotidiana consegue se organizar, ainda que de maneira imperfeita.
Roupas rasgadas secam em varais entre árvores rachadas e dois pneus velhos descartados ficam na poeira.
No campo de al-Manj, perto de Taiz, no sudoeste do Iémen, Muhammad vive numa tenda improvisada com as suas duas filhas divorciadas e os seus seis filhos.
A ajuda do Programa Alimentar Mundial (PAM), do qual a sua família dependia, foi interrompida há mais de seis meses.



