Um representante da seleção iraniana de futebol deixou um bilhete no vestiário no domingo elogiando Los Angeles, citando a paz e a unidade global, após um empate sem gols contra a Bélgica, em partida do Grupo G da Copa do Mundo.
O Irã disputou cada uma de suas duas primeiras partidas em Inglewood, Califórnia, em meio a tensões políticas após um ataque coordenado entre EUA e Israel ao Irã em fevereiro.
“Desde a antiga Pérsia, há milhares de anos, até ao Irão civilizado de hoje, o espírito do Irão está vivo e firme”, lê-se numa nota divulgada pela Federação Irão de Futebol.
“Viemos para Los Angeles com orgulho, competimos com honra e saímos com dignidade.
“Obrigado, Los Angeles, pela sua hospitalidade. E obrigado a todos os iranianos que deram o seu coração, voz e alma pelo Irão nesses 180 minutos.
“Que a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações.”
Apesar das exigências de viagem, o Irã jogou em casa, fora de casa, na abertura da Copa do Mundo. Havia uma grande base de fãs em uma cidade que ganhou o apelido de “Tehrangeles” porque possui a maior população iraniana fora do Irã ou do Irã.
As sanções dos EUA à participação do Irã exigem que a seleção permaneça em sua base em Tijuana, no México, por pelo menos 24 horas antes de cada partida e retorne imediatamente após cada partida.
O Irã anunciou no fim de semana que reclamaria à FIFA sobre as exigências, com o técnico Amir Ghalinuel dizendo que o Irã era “o time mais oprimido de toda a Copa do Mundo”.
Mesmo assim, o Irã empatou em cada uma das duas primeiras partidas e pode chegar à fase eliminatória pela primeira vez na história com uma vitória – e possivelmente um empate – contra o Egito na última partida do Grupo G, na sexta-feira, em Seattle.
–Mídia em nível de campo



