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Xavier Miley aparece na Expo Mundial de Davos: como foram suas últimas palestras no fórum?

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O presidente voltará a discursar no Fórum Económico Mundial, entre reuniões bilaterais e contactos com potências mundiais. As suas intervenções anteriores na Suíça deixaram fortes definições da agenda económica, política e cultural ocidental.

o presidente Xavier Miley participará mais uma vez do Fórum Econômico Mundial, que acontecerá de 19 a 23 de janeiro em Davos, na Suíça.num novo ataque a um dos cenários mais influentes do poder político e económico global.

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A cimeira reúne chefes de Estado, líderes empresariais e líderes do setor financeiro num contexto internacional que tem sido testado pelas tensões geopolíticas, pela reconfiguração do comércio e da ordem económica, entre outros fatores que têm sido testados pelo regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Esta não será a primeira vez que o presidente da Argentina subirá ao palco em Davos. Os seus discursos em 2024 e 2025 deixaram uma forte marca ideológica e criaram influências no país e no estrangeiro.

2024: “O Ocidente está em perigo” e a defesa do capitalismo
Miley, na sua primeira aparição como presidente, usou Davos como plataforma para articular de forma pouco subtil a sua visão do mundo e da direção económica. O eixo central foi a crítica direta ao socialismo e a afirmação do capitalismo como sistema moral superior.

Ele alertou líderes e empresários: “Estou aqui hoje para lhes dizer que o Ocidente está em perigo. Está em perigo porque aqueles que deveriam defender os valores ocidentais se encontram alinhados com uma visão de mundo que leva inexoravelmente ao socialismo e, como resultado, à pobreza”.

No mesmo discurso, o presidente afirmou que as experiências coletivistas “nunca foram a solução para os problemas que afligem os cidadãos do mundo, mas sim a causa deles”, e usou a Argentina como exemplo histórico dos efeitos de ambos os modelos.

“Acredite, não há ninguém melhor do que nós, argentinos, para testemunhar essas duas coisas”, disse ele, antes de comparar o período de crescimento do país com o subsequente empobrecimento.

As críticas atingiram o conceito de justiça social e o papel do governo. Ao questionar o financiamento do governo através de impostos, disse: “O problema é que a justiça social não só não é justa, como também não contribui para o bem-estar geral. Pelo contrário, é uma ideia inerentemente injusta porque é violenta”.

Neste quadro, Miley definiu o libertarianismo como “um respeito ilimitado pelo projeto de vida dos outros” citando Alberto Bengas Lynch (h) e propôs esse modelo como o caminho a seguir para a Argentina.

2025: Ofensiva contra a agenda “Woke” e alinhamento com Trump
Um ano depois, Miley voltou a Davos com um discurso ainda mais cultural e político. Desta vez, o foco estava no que ele chamou de “subversão cultural” e ideologia “despertada”.

Numa das frases mais ressonantes do seu discurso, dirigiu-se ao público e disse: O vírus mental da ideologia desperta é um cancro que deve ser destruído. A partir daí, questionou o feminismo, a ideologia de género e o ambiente, ao mesmo tempo que reivindicou mais uma vez o mercado como o motor do progresso. “O mercado não tem falhas”, insistiu, retomando conceitos já apresentados na sua apresentação anterior.

Miley também aproveitou a cena para relembrar seu primeiro ano de mandato e se apresentar como um caso único no mapa político global. “Não tive apoio de legisladores, governadores e da mídia. A Argentina se tornou um exemplo global de política para dizer a verdade na cara do povo”, disse ele.

O final do seu discurso foi marcado por um forte apoio a Donald Trump e outros líderes ideologicamente relacionados. “Ao longo deste ano, consegui encontrar parceiros nesta luta em todos os cantos do globo”, disse, antes de listar Elon Musk, Georgia Meloney, Naib Bokele, Viktor Orban, Benjamin Netanyahu e o próprio Trump.

E concluiu: “Proponho-vos que tornemos o Ocidente grande novamente. A Argentina quebrou as suas correntes e convidamos-vos a ouvir o grito sagrado: liberdade, liberdade, liberdade”.

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