O Barcelona aprendeu bem depois do incidente no El Sardinero contra o Real Madrid, no Albacete, e conquistou a vaga nas quartas de final da Copa com muito trabalho. O Racing pagou caro pela derrota e deu tudo de si contra o atual campeão. O resultado durou mais de uma hora até que Ferran finalizou a partida após ótimo passe de Firmin. Fleck teve de recorrer a todos os titulares nos minutos finais para preservar o empate e Juan Garcia impediu o empate de Mannix Lozano no prolongamento.
Santander pareceu novamente de primeira classe por algumas horas. O grande ambiente vivido no El Sardinero com a chegada do Barça fez com que o jogo fosse adiado por uma hora e meia devido a problemas de acesso ao campo. O mesmo já aconteceu com o Barça na partida anterior, em Guadalajara. É claro que o Racing Wars está focado na promoção à Primeira Divisão, mas ninguém pode tirar deles o fato de que nesta temporada eles destruíram um time da Liga dos Campeões como o Villarreal e colocaram os atuais campeões em apuros.
Hansi Fleck lembrou-se bem do que aconteceu em Albacete e colocou em campo um onze muito familiar, com muitos titulares, incluindo John Garcia e Lamin. Não marcar o gol – sim, ele fez em Guadalajara – é notável. E caso as coisas ficassem feias no banco, estava Padre, Firmin, Eric Garcia, Rafinha ou Lewandowski. É melhor estar seguro… José Alberto, que assistiu ao jogo da arquibancada durante o atraso, também estava ciente da final que o espera no domingo contra o Las Palmas e trouxe o time sem vários titulares, mas foi o mesmo que eliminou o Villarreal.
O jogo começou com o Barça unindo forças para conquistar a Supertaça, mas foi aí que terminaram as comemorações locais para o time do Barça, pois a partir do momento em que José Maria Sanchez deu início à partida, começou a batalha entre o primeiro e o segundo líderes. Os cantábricos saíram fortes, marcando alguns cantos à baliza de John Garcia, embora o mais próximo do golo da primeira vez tenha sido Dani Olmo, que errou por milímetros o cruzamento medido de Rashford na pequena área. A abordagem inicial da equipe de José Alberto funcionou e o Barcelona não se sentiu confortável.
A primeira chance do Racing veio contra o novato Glishville, mas a Geórgia ficou aquém das mãos de Juan Garcia. Todo o jogo do Barça foi na direção de Conde e Lamin, mas eles tiveram dificuldades para chegar lá devido ao excelente trabalho defensivo do cantábrico. O próximo a tentar foi Marc Bernal com um chute que procurou a cerca, mas saiu ao lado. O placar de 0 a 0 no intervalo fez jus ao esforço de ambas as equipes, que negaram chances claras.
O segundo tempo começou com um Barça mais ofensivo, com mais compostura e vontade de se resolver rapidamente. Há cinco minutos teve três boas oportunidades nas chuteiras de Lamin, duas e Rashford, mas Izquita lidou com o perigo com alguma rapidez. O jogo já estava acontecendo como o time de Flake queria e Firmin chegou. E sua saída foi decisiva, pois um grande passe dele para Ferran abriu o placar aos 66 minutos, quando Padre, Rafinha e Lewandowski já estavam prontos para sair. Apesar do gol, Fleck não seguiu em frente com as mudanças e enfrentou três pesos pesados nos 20 minutos finais.
Manx Lozano grande oportunidade
O Racing não perdeu o jogo e José Alberto Inigo Vicente e Andrés Martin assumiram. Os cantábricos conseguiram marcar dois golos através de Mannix Lozano, mas ambas as vezes estavam fora-de-jogo. Ezequita evitou uma defesa de 0-2 contra Lewandowski e os minutos finais foram vividos com intensidade pelo Racing, que não sofreu a derrota, e pelo Barça, que não fechou o jogo. O Barcelona tentou sofrer um gol no último minuto, mas o Racing teve sua melhor chance aos 93 minutos, quando Mannix Lozano foi egoísta e quis contra-atacar em vez de passar para Andrés Martin, que estava sozinho, e John Garcia salvou seu time com uma defesa impressionante. Com o Racing derrotado, o contra-ataque do Barça permitiu a Lamin fazer o 0-2 na última jogada do jogo.
A ficha de jogo



