O apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que as taxas de juro dos cartões de crédito dos EUA sejam limitadas a 10% durante um ano, provocou um debate na China sobre se Pequim deveria impor um limite semelhante aos empréstimos online.
O debate surge num momento em que muitas pessoas – especialmente os mais jovens – estão a ser atraídas por ofertas de crédito num contexto de um mercado de trabalho fraco e de um boom nos serviços de empréstimo online na China.
“As aplicações estão agora a levar os jovens a contrair empréstimos”, escreveu um blogueiro financeiro numa publicação nas redes sociais na quarta-feira, com as taxas de juro desses empréstimos por vezes excedendo os 10% e subindo para cerca de 24% ao ano.
Citando Trump, o blogueiro instou Pequim a tomar medidas para controlar as taxas de empréstimos online.
Mas alguns observadores nas redes sociais disseram que a ideia pode não se traduzir bem na China, onde os consumidores estão relutantes em gastar rapidamente e poucos estão dispostos a contrair novos empréstimos para financiar o consumo.
O debate reflecte a crescente preocupação pública sobre o crescente mercado de empréstimos online da China nos últimos anos, com o governo a adoptar medidas para reforçar a supervisão do crédito online. Introduziu regras em Outubro que exigem que os mutuários divulguem claramente o custo total de um empréstimo e o mantenham dentro dos limites impostos pela orientação do Supremo Tribunal Popular de que os tribunais normalmente mantêm os custos do empréstimo em não mais do que cerca de 24 por cento ao ano.
Mesmo que a criminalidade aumente, é pouco provável que a estabilidade financeira seja prejudicada



