Um corredor Sodal é atropelado por um carro que viajava a mais de 100 quilômetros por hora. O motorista não freou. Ele não parou. Ele saiu sem olhar para trás, deixando-a caída no asfalto.
Gruffoli estava vestido com roupas fotográficas e usando cartazes luminosos. Tudo o que um ciclista profissional se pergunta quando sai para treinar. Não foi suficiente. O golpe foi inevitável, embora o destino quisesse que as consequências físicas não fossem muito grandes.
O italiano, ainda surpreso, conseguiu se recompor. E teve a coragem de identificar posteriormente o carro envolvido nas proximidades de seu hotel. Este detalhe permitiu a intervenção da Guarda Civil.
Além das lesões, o impacto emocional permanece. Uma sensação de desamparo. desistir. O próprio ciclista descreveu-o de forma brutal, sem filtros, dando voz a um medo partilhado por muitos na estrada. “O pior não foi só a pancada, foi ver que não parou. Ele fugiu, me deixando ali no asfalto, como se minha vida não fosse nada”.
O medo deixou sua marca. Gruffoli tinha consciência de que tudo estava prestes a dar errado. “Hoje tenho dificuldade em encontrar as palavras; “Se fosse realmente eu, não estaria aqui hoje”, frase que resume o impacto de uma típica manhã que quase não terminou.



