A família do ex-professor da Universidade de Cambridge Jason Arday, acusado de plágio, atribuiu a sua morte inesperada na sexta-feira a uma “campanha de desinformação” que “foi demais para Jason”.
Ardei, 41, foi encontrado morto em sua casa no sul de Londres pouco mais de uma semana depois de deixar o emprego por causa das acusações – já que Cambridge disse ter iniciado uma investigação.

“Jason tem sido sujeito a uma campanha contínua de abusos há mais de três anos desde que aceitou o cargo de professor na Universidade de Cambridge por aqueles que não deixaram pedra sobre pedra na sua tentativa de o minar”, disse a família de Ardei num comunicado na sexta-feira, segundo o Guardian britânico.
“A campanha de desinformação foi demais para Jason, que era um homem gentil e sempre quis ver o melhor de cada um”, disseram. “Estamos chocados por ter perdido este incrível pai, parceiro, irmão, tio e filho.
Eles acrescentaram: “Não responderemos neste momento além de pedir à imprensa que nos deixe em paz agora e pare a campanha de assédio que tem sido travada contra Jason e sua família há muito tempo”.

Ardei – o mais jovem professor negro de sempre na prestigiada universidade – foi encontrado “insensível” na sua casa no sul de Londres e mais tarde declarado morto no local, segundo a rede.
Ele pediu demissão em 5 de agosto, quando a escola iniciou uma investigação sobre alegações de que ele plagiou partes de sua dissertação e mentiu sobre cargos que ocupou em outras escolas.
Ardei enfrentou acusações de que removeu mais de 100 passagens de sua tese de doutorado de outro acadêmico e de que mentiu sobre cargos em escolas anteriores.



