A Administração Federal de Aviação instou na sexta-feira os operadores de aeronaves dos EUA a “ter cautela” ao sobrevoar o leste do Oceano Pacífico perto do México, América Central e partes da América do Sul, citando “atividade militar” e possível interferência na navegação por satélite.
O alerta foi emitido em uma série de Avisos aos Aviadores (NOTAMs) emitidos pela FAA. Eles disseram: “Existem riscos potenciais para aeronaves em todas as altitudes, inclusive durante o voo e nas fases de chegada e partida dos voos”. Este aviso é válido por 60 dias. Esses avisos são emitidos rotineiramente em qualquer área onde haja hostilidades nas proximidades.
A notícia surge após quase quatro meses de ataques militares dos EUA a navios no Mar das Caraíbas e no leste do Pacífico, de que os EUA suspeitam ser traficantes de droga. A campanha incluiu 35 ataques conhecidos que mataram pelo menos 115 pessoas, segundo a administração Trump.
Em novembro, a FAA alertou todos os pilotos para terem cautela ao voar no espaço aéreo venezuelano “devido à deterioração da situação de segurança e ao aumento da atividade militar”.
No dia 3 de janeiro, os EUA realizaram um “ataque massivo” em Caracas, capital da Venezuela. O Presidente Nicolás Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, foram detidos e transportados para Nova Iorque, onde enfrentam acusações federais de tráfico de droga.
Em dezembro, um voo da JetBlue proveniente do pequeno país caribenho de Curaçao interrompeu a sua subida para evitar uma colisão com um avião-tanque de reabastecimento da Força Aérea dos EUA.


