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A passagem de Nathan Negrete, do Pico Rivera, pela Copa do Mundo causou impacto

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O tímido Nathan Negrete, de 9 anos, não é naturalmente atraído pelos holofotes, mas quando Negrete ficou com Weston McKennie na frente de 74.904 torcedores no SoFi Stadium, ele sorriu.

Olhando para trás, quase um mês depois, os moradores de Pico Rivera não se lembram muito da vitória da seleção masculina americana sobre o Paraguai, impressionados com a experiência. Mas ele se lembrou do que McKennie lhe dissera – algo que Negrete decidiu que deveria ser mantido em segredo, embora ele tivesse um grande sorriso no rosto.

“O melhor dia de todos”, disse ele sobre a experiência. “Porque fui à Copa do Mundo.”

A Quaker e a Common Goal fizeram parceria com a FIFA para selecionar crianças e jovens para acompanhar os times ao campo antes do início do jogo. Negrete, aluno da Escola Primária Rio Vista, foi um dos poucos sortudos a ingressar na seleção dos EUA antes da vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai. Foi um começo feliz para um torneio que terminaria nas oitavas de final.

Torcedor da América e do México, Negrete começou a jogar futebol aos 4 anos. Sua mãe, Monica Ocampo, e seu pai, Jonathan Negrete, eram fãs de futebol e o incentivaram a jogar como atacante. Porém, após o treino, Negrete iria para o gol e bloquearia os chutes dos companheiros. E quando ele calçou oficialmente as luvas, seus pais não conseguiram convencê-lo a deixar a rede.

Mas não há nada como a experiência de sair diante de uma multidão barulhenta. Mesmo enquanto a cidade se preparava para sediar a Copa do Mundo, enquanto restaurantes próximos penduravam cartazes para atrair pedestres e assistiam a anúncios de festas inundando as redes sociais, Ocampo disse que não estava preparada para o impacto de ver seu filho entrar em campo com a seleção nacional.

A família organizou uma festa para 15 pessoas, não para assistir ao jogo em si, mas para o filho. A transmissão da Telemundo deu um zoom em Negrete e McKennie. Por um momento, Negrete estudou o estádio seriamente, mas depois olhou para cima e viu a si mesmo e a McKennie no painel de vídeo do SoFi Stadium. Então ele sorriu.

“Eu chorei”, disse Ocampo. “O pai dele parecia querer chorar quando o viu.”

Mensagens de texto de amigos e familiares inundaram seu telefone enquanto todos que conheciam Negrete perceberam que ele estava no ar. Esse é o Natan? Esse é seu filho? Negrete ganhou um novo apelido após sua aparição: “Famoso Nathan”.

Enquanto Nathan voltava para casa com a mãe, ele ainda não conseguia acreditar no que havia acontecido. Demorou alguns dias para absorver tudo e, depois que começou a falar sobre isso, não havia muita coisa que pudesse impedi-lo. As memórias inestimáveis ​​que ele sempre guarda consigo são simples:

“’Agora eu realmente quero ser jogadora de futebol profissional’”, Ocampo se lembra de seu filho ter dito no caminho para casa. “Estar lá, ver o campo, vivê-lo, foi o que ele me disse naquela noite: eu realmente quero ser um jogador de futebol profissional.”

Ele não será o primeiro. Graham Zusi, que jogou pela seleção masculina americana de 2012 a 2017, participou da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 1994 quando tinha 7 anos. E mesmo agora Negrete usa sua experiência para alimentar seu sonho de jogar profissionalmente. Vídeos do YouTube de experiência repetida.

“Espero que um dia ele chegue lá, mas não importa aonde a vida o leve, se ele apenas testemunhou essa experiência, é algo que nunca esquecerá”, disse Ocampo. “Mesmo agora, às vezes falamos sobre ele como se eu não pudesse acreditar que ele realmente fez isso.”

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