Argentina têm motivos para esticar o peito WC 2026 que começa no dia 11 de junho, e não apenas por ser o atual campeão mundial. Será também o país com mais treinadores no evento que terá lugar em México, EUA e Canadácom seis representantes, um recorde histórico se revisarmos as 22 edições que aconteceram de 1930 a 2022. Essa é a tendência que se marcou de 2002 até o presente: até agora neste século, nenhum outro país teve tantos nomes entre os técnicosrestauração de um domínio que pertencia ao Brasil.
Se você colocar a lupa no presente, França ficou em segundo lugar no caminho para América do Norte 26 já que terá cinco nomes, que poderiam ter sido seis se a rescisão não tivesse sido dada no mês passado de Hervé Renard na Arábia Saudita; Itáliasofrendo com sua equipe pela terceira ausência consecutiva, desta vez pelo menos terá o consolo de ter três treinador graças a Carlos Ancelotti (Brasil); Fábio Cannavaro (Uzbequistão) e Vincenzo Montella (Peru); enquanto Brasilo maior contribuinte desde o Uruguai 30, pela primeira vez não terá nenhum, pois a vantagem de ter disputado todas as Copas do Mundo garantiu que ele tivesse pelo menos uma, mas este ano escolheu um estrangeiro que Carletto.
Na Copa do Mundo das 48 seleções, haverá um recorde inédito de treinadores estrangeiros, que serão maioria sobre os nacionais, 25 a 23, com maior contraste em Ámérica do Sul sim Concacafonde ambas as confederações têm um déficit semelhante de 5 para 1. Em EuropaPor outro lado, existem mais próprios (11) do que outros (5). E outro fato, a Argentina enfrentará três equipes com pilotos estrangeiros: a sérvia Vladímir Petkovic com a Argélia, a Alemanha Ralf Rannick quem dirige a Áustria; e o marroquino Jamal Sellamina frente da Jordânia.
As técnicas argentinas na próxima Copa do Mundo da FIFA estão fora da memória porque reagem a ciclos de longo prazo e não a emergências pontuais: Lionel Scaloni (Argentina); Gustavo Alfaro (Paraguai); Sebastián Beccacece (Equador); Marcelo Bielsa (Uruguai); Nestor Lourenço (Colômbia); e Maurício Pochettino (EUA). Destes, Lorenzo é o único que não nasceu na província de Santa Fé (é natural de Villa Celina, distrito de La Matanza); Bielsa está em sua terceira aventura com três seleções diferentes (Argentina 2002 e Chile 2010), três a menos que o recorde do brasileiro Carlos Alberto Parreiraque entre 1982 e 2010 dirigiu seis com cinco equipes diferentes; enquanto Lorenzo, Beccacece e Pochettino fazem sua estreia (Alfaro comandou o Equador em 2022).
Até agora, na década de 2000, rumo à sétima Copa do Mundo desta época (a primeira com 48 seleções e não mais 32), A Argentina foi representada em 23 ocasiões por técnicos do nosso país. A cronologia começou com Bielsa, no indescritível 2002 dos malditos calendários e resultados, e o número foi aumentando, mostrando que o país deixou de exportar apenas jogadores para reinar também com os técnicos.
Na seguidilla, os passos inesquecíveis estão desligados Diego Maradona 2010 e quem tocou a honra com Alejandro Sabella em 2014, mas também outros com um perfil mais operário, como por exemplo Heitor Cuper com o Egito ou Juan Antonio Pizzi com a Arábia Saudita, ambos em 2018, citando que tinha um total de cinco argentinos se somados Jorge Sampaoli (Argentina), Ricardo Gareca (Peru) e José Pekerman (Colômbia), mas teve resultados muito ruins (restam três na fase de grupos e dois nas oitavas).
Argentina regras relativas a presenças no WC e número de treinadores, diante de outras potências de exportação, como, por exemplo França, Alemanha sim Espanhae começa a provocar um deslizamento de terra Brasilum país que, não por coincidência, tem o seu campeonato repleto de treinadores argentinos e portugueses.
Maradona deixou sua marca na África do Sul. Foto: EFE/EPA/RUNGROJ YONGRIT.O espelho entre Argentina e Brasil é eloquente. O país vizinho foi campeão em 2002 e quatro anos depois, quatro treinadores foram à Alemanha, em 2006, para iniciar uma curva descendente a zero em 2026. A Albiceleste não para de crescer a partir do Japão e da Coreia, e quatro anos depois do brilhantismo do Qatar em 2022, atinge o seu pico máximo.
Nesse recorte de 2002 para cá, foram 15 treinadores argentinos na Copa do Mundo, e de todos os que mais demoraram para comandar uma seleção estrangeira. Geraldo Martino com o Paraguai em 2010 e José Pekerman com a Colômbia em 2014. Tata colocou a Espanha à beira da eliminação nas quartas-de-final em África do Sula mesma ocasião em que José colocou a anfitriã em apuros Brasil.
Alejandro Sabella, também gigante na derrota. Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA-As demais ocorrências de treinadores argentinos que entraram na fase eliminatória foram todas nas oitavas de final: Ricardo La Volpe com o México 2006 (eliminado pela Argentina); Bielsa com o Chile 2010 (perdeu para o Brasil); Sampaoli com o Chile 2014 (também com o Brasil) e Pekerman com a Colômbia 2018 (eliminado nos pênaltis pela Inglaterra).
Seja nas quartas de final ou nas oitavas de final, é especial que todos tenham se despedido da Copa do Mundo derrotada por seleções pesadas e campeãs mundiais (a Espanha seria campeã pela primeira vez em 2010). Em suma, eles aceitaram o desafio.
Por isso, a questão não é mais uma dúvida, mas uma possibilidade e vai além do desejo do fim de Scaloni. Poderíamos ver um técnico argentino erguer a Copa do Mundo? Domingo, 19 de julho às Nova Jersey?
Carlo Ancelotti, o primeiro técnico estrangeiro na história do Brasil a comandar uma Copa do Mundo. Foto: Foto AP / Lee Jin-man.De acordo com o supercomputador escolhera mais respeitada plataforma de análise estatística do primeiro mundo do futebol, o melhor candidato a vencer a Copa do Mundo é Espanha (16,06%), seguido por França (12,25%) e Inglaterra (11,02%). Atrás daquele pódio de cucos está Argentinacom respeitáveis 10,36%.
Mas tenha cuidado porque esse número chega a 17,34% se somarmos 2,11% da Colômbia, 1,64% do Uruguai, 1,43% do Equador, 1,26% dos Estados Unidos e os surpreendentemente baixos 0,54% do Paraguai. Sim, se nos atermos às contas, é mais provável que tenhamos um master coach argentino antes Lamine Yamal, Killian Mbappé Ó Harry Kane.
Mas no WC não são os números que imperam, mas sim o peso da história: Os 22 campeões mundiais tiveram sempre um treinador da mesma nacionalidadee a constante vai mais longe porque também afeta 20 segundos. Apenas um inglês, George Raynor 1958 com a Suécia e o austríaco Ernest Happel, liderou a Holanda 78, eles concordaram com a abençoada partida final.
A sensação é que a globalização está prestes a quebrar essa tendência e não é necessário recuar muito para procurar exemplos. No encerramento deste edital, os finalistas da Liga dos Campeões já são conhecidos: o PSG da França e o Arsenal da Inglaterra são comandados por dois treinadores espanhóis; E no caminho havia um belga comandando os alemães e o bom e velho Cholo liderando os colchoneros de Madri.
Os 48 treinadores para o WC 2026



